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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

10 Filmes "Diferentes" Para Assistir Antes Que o Mundo Acabe - Parte 2

Visto que faltam apenas DOIS dias para o tão falado fim do mundo, eis a parte final das minhas sugestões de filmes "diferentes" que merecem ser assistidos antes do "apocalipse" :P


6. E Sua Mãe Também (Alfonso Cuarón, 2001)


Os amigos Tenoch (Diego Luna) e Julio (Gael Garcia Bernal) são dois adolescentes desejando tornarem-se adultos. Ao conhecerem a esposa do primo de Tenoch, Luisa (Maribel Verdú), os três partem em uma viagem à praia de Boca Del Cielo, um destino que eles nem sabem se realmente existe. É o início de uma aventura onde inocência, sexualidade e amizade irão colidir.

Por que é "diferente"? O filme foi um grande sucesso, tornando-se um ícone do cinema mexicano. A narrativa do drama entre a amizade e as relações desenvolvidas pelos personagens é envolvente, e a inocência conferida à Gael (amoramoramor) e Diego Luna por conta das carinhas de criança na época é simplesmente encantadora. Além de o ponto alto do filme ser uma cena muito sensual e picante protagonizada pelos três. Ou seja, é um filme ambíguo, com forte apelo sexual e uma doçura inexplicável. Apaixonante!

7. Lua de Fel (Roman Polanski, 1992)


Durante um cruzeiro, Nigel (Hugh Grant) conhece um escritor paraplégico chamado Oskar (Peter Coyote). A partir desse primeiro contato, Oskar começa a contar-lhe um livro que está escrevendo, uma autobiografia, na qual relata sua vida com uma mulher estonteante (Emmanuelle Seigner) e as conseqüências desta relação.

Por que é "diferente"? Sensual, surpreendente, belíssimo. Mais uma vez, Polanski segue sua onda dos finais bombásticos que deixam o público de boca aberta. Muito da beleza do filme vem da interpretação da lindíssima Emmanuelle Seigner, a esposa do diretor. Não é um longa tããão diferente quanto os outros que listei, mas está aqui merecidamente por ser, simplesmente, um dos melhores que já vi na vida e não ser tão falado e famoso quanto Chinatown, O Bebê de Rosemary e outros tantos sucessos de Polanski.

8. Para Não Falar De Todas Essas Mulheres (Ingmar Bergman, 1964)

 O vídeo acima traz o filme completo porque, acreditem, não existe um trailer dele no YouTube!!

Um famoso crítico de música (Jarl Kulle) está escrevendo a biografia de um grande violinista. Durante seu laboratório, na casa do próprio músico, Cornelius (e o público) conhece o violinista por meio das histórias contadas por todas as suas mulheres.

Por que é "diferente"? Para Não Falar De Todas Essas Mulheres é a única comédia da brilhante carreira de Ingmar Bergman. Mas nem de longe vem a ser uma comédia convencional. Misturando elementos dos "pastelões" com um humor ácido e inteligente, esse é um filme considerado extremamente raro. Usa de muitos artifícios espertos, como, por exemplo, o fato de que não somos apresentados ao personagem do violinista. Conhecemos sua rotina e seus costumes através de suas esposas e seus empregados, apenas. Uma grande crítica à forma de vida da burguesia dos anos 60.
  
9. Dois Coelhos (Afonso Poyart, 2012)
 

Após se envolver em um grave acidente, Edgar (Fernando Alves Pinto) é indiciado, mas consegue escapar da prisão graças à influência de um deputado estadual. Ele parte para uma temporada em Miami, onde retorna com um elaborado plano em que pretende atingir o deputado Jader (Roberto Marchese) que o ajudou, símbolo da corrupção política, e Maicon (Marat Descartes), um criminoso que consegue escapar da justiça graças ao suborno de políticos influentes, além de junto a eles, roubar o cofre público. Edgar resolve colocar seu plano em prática e se aventura em busca de recuperar a grana do cofre e colocar os criminosos atrás das grades. Enquanto isso, ele se envolve com Júlia (Alessandra Negrini), uma promotora pública, que decide ajudá-lo na perseguição ao cofre público.

Por que é "diferente"? Resolvi colocá-lo como o único filme nacional da lista para conseguir dá-lo o destaque merecido. Dois Coelhos não se assemelha em nada com os outros filmes de "ação" produzidos no Brasil. Usa de muitas explosões, animações, elaborados efeitos especiais e muitas referências da cultura pop. Roteiro inteligente, final inesperado. Digno de um Tarantino.

10. O Livro de Eli (Albert Hughes e Allen Hughes, 2010)


Num futuro pós apocalíptico onde a Terra fora devastada por uma guerra nuclear, Eli (Denzel Washington), um homem que vive perambulando há 30 anos em direção ao oeste, chega a um vilarejo cujo "prefeito" Carnegie (Gary Oldman) procura incessantemente por um livro que, segundo o próprio, trará a ele o poder para governar as pessoas.

Por que é "diferente"? Na verdade, não é nada diferente. É apenas um bom aprendizado caso você sobreviva ao fim do mundo!!!!


Bom, queridos e queridas, espero que tenham gostado das sugestões e que, caso não tenham tempo de assistir aos 10 filmes listados, o mundo não acabe antes que vocês os vejam, porque valem realmente a pena.

(PARTE 1 AQUI)

domingo, 16 de dezembro de 2012

10 Filmes "Diferentes" Para Assistir Antes Que o Mundo Acabe - Parte 1

Não são grandes clássicos. Não são sucessos de bilheteria. Não são blockbusters famosos. São apenas bons filmes, muitas vezes subestimados, que você talvez não teria a curiosidade de assistir. E, aproveitando a onda de "fim do mundo", aí vão minhas sugestões de películas que merecem ser assistidas antes que o sol exploda e frite todo o planeta Terra (!!!)


1. Caos Calmo (Antonello Grimaldi, 2008)


No momento em que Pietro (Nani Moretti) e seu irmão Carlo (Alessandro Gassman) salvam duas mulheres de um afogamento, a esposa do primeiro morre repentinamente. Após a tragédia, ele passa por um momento de caos emocional e silêncio reflexivo. Pietro, entretanto, precisa arrumar forças para exercer os papeis de pai e mãe da filha, Claudia (Blu Di Martino).

Por que é "diferente"? O roteiro de Nani Moretti (também o protagonista) é simples porém eficaz. Não se trata de uma grande produção, e sim de uma história intimista, minimalista e delicada. A interpretação da pequena Blu Di Martino surpreeende por sua intensidade. E palmas, muitas palmas, para belíssima trilha sonora!!

2. Grande Hotel (Q. Tarantino/ A. Anders/ A. Rockwell/ R. Rodriguez, 1995)


O filme é composto por quatro histórias, ambientadas em um hotel, às vesperas de ano novo. Quatro amigas bruxas fazem um ritual para trazer sua líder de volta. Um casal de sádicos fazendo um jogo sexual acaba por envolver o atrapalhado recepcionista. Duas crianças transformam o quarto (e a vida do, de novo, recepcionista) em um inferno enquanto os pais estão fora. E, por último, um grupo de amigos faz uma aposta um tanto curiosa. 

Por que é "diferente"? Grande Hotel é uma comédia realmente diferente. É ácida, inteligente e, ao mesmo tempo, banal. O elenco é composto de estrelas como Madonna, Bruce Willis, Marisa Tomei e Antonio Banderas. Mas a grande sacada do filme são as quatro histórias dirigidas cada uma por um diretor diferente.

3. XXY (Lucía Puenzo, 2007)


Um adolescente de 15 anos, devido a uma doença genética, apresenta características de ambos os sexos. Para protegê-lo do preconceito, seus pais levam-no, ainda criança, para uma cidade do interior. O drama se desenrola quando um outro adolescente se apaixona por ele, sem saber de sua condição especial.

Por que é "diferente"? O personagem principal, Alex, é interpretado por uma menina, a atriz Inés Efron, o que confere ainda mais ao personagem um aspecto andrógino. Além disso, é um filme que trata de um assunto relativamente novo para a maioria dos espectadores, quebra vários tabus e só prova que o cinema argentino está cada vez melhor.

4. Incêndios (Denis Villeneuve, 2010)


Na leitura do testamento de sua mãe, os gêmeos Simon (Maxim Gaudette) e Jeanne (Mélissa Désormeaux-Poulin) descobrem que eles tem um irmão e que o pai, que os dois achavam que havia falecido, está vivo. Dentre muitos pedidos, a maioria um pouco desconfortáveis, o último e mais importante vinha junto com duas cartas seladas: encontrar os dois e entregar-lhes.

Por que é "diferente"? Incêndios é quase um filme de suspense, mas só superficialmente. A história é cheia de tramas e revelações. As atuações são, simplesmente, magistrais. Roteiro e fotografia primorosos. Mas o grande diferencial é o final do filme, desesperador, daqueles que te deixam aturdido, sem reação. Foi indicado a vários prêmios, inclusive um Oscar de melhor filme estrangeiro. Incêndios é o tipo de história que te deixa realmente zonzo.

5. A Bela Junie (Christophe Honoré, 2008)


Junie (Léa Seydoux), uma jovem de 16 anos, vai viver com os seus tios após a morte da sua mãe. Ela entra na mesma turma do seu primo Matthias (Esteban Carvajal Alegria). Este apresenta-a ao seu grupo de amigos que desde logo se começam a interessar por ela, mas Junie escolhe o mais discreto do grupo, Otto (Grégoire Leprince-Ringuet), com quem inicia uma relação amorosa.
Nemours (Louis Garrel), o professor de italiano de Junie, é um sedutor que desperta paixões tanto entre professoras quanto alunas, correspondendo à maioria, em geral ao mesmo tempo. Porém, também ele é afetado pela presença da nova aluna, por quem acaba por se apaixonar. Junie também se sente atraída por Nemours, mas não se mostra disposta a ceder a essa atração.

Por que é "diferente"? O filme já começa com dois pontos positivos: a trilha sonora, quase toda assinada por Nick Drake, e a direção de Christophe Honoré, o herdeiro da nouvelle vague francesa. Além disso, o roteiro é uma espécie de adaptação livre do romance de 1678 La Princesse de Clèves, de Madame de La Fayette. Os personagens do romance podem ser facilmente identificados nos personagens do filme. A Bela Junie é um filme simples, bonito e apaixonante.


PARTE 2 AQUI
 

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Liv & Ingmar

A (até então) atriz novata Liv Ullmann tinha apenas 25 anos quando foi dirigida pelo sueco Ingmar Berman, 45, em um certo filme chamado Persona. Daí pra frente, os dois não se separaram mais. A parceria durou 42 anos, sendo 5 deles como marido e mulher. 12 filmes juntos e os dois acabaram por se tornar uma das duplas mais icônicas do cinema. E hoje, dia 14, estreia (finalmente!) o documentário Liv & Ingmar - Uma História de Amor, com direção e roteiro de Dheeraj Akolkar, relatando a longa relação de Ullmann, hoje com 74 anos, e Bergman, falecido em 2007, aos 89 anos.

Liv e Bergman



Com Bibi Andersson, atriz também considerada uma das queridinhas do diretor

Esse post pode ser considerado uma homenagem pelo aniversário de Liv, no próximo dia 16, ou apenas uma demonstração da admiração e adoração da humilde autora que vos escreve pelo trabalho de Bergman. Fato é: acho muito válido conferir o documentário, afinal, não é qualquer dia que se tem a chance de espiar a intimidade de um dos casais mais marcantes que já povoou o universo cinematográfico. Fica a dica.



segunda-feira, 3 de setembro de 2012

A Trilha Cult de um Filme Cult: Pulp Fiction

Quentin Tarantino sabe tudo de cultura pop. Além de ser um dos diretores mais badalados da atualidade, ele domina como poucos a arte de sonorizar um filme, misturando canções antigas com hits mais atuais. Prova disso é a primorosa trilha de Pulp Fiction (1994).


Já na primeira cena do filme ouvimos "Misirlou", clássico grego de 1927 que só alcançou a fama nos anos 60, na versão surf rock gravada por Dick Dale.

Em uma das cenas mais icônicas de Pulp Fiction, Vincent Vega (John Travolta) e Mia Wallace (Uma Thurman) participam de um concurso de twist no bar Jack Rabbit Slim's ao som de "You Never Can Tell", sucesso composto por Chuck Berry em 1964. Para não perder o costume, Travolta participa de mais uma coreografia que entra para a história do cinema.
 
Entram ainda na trilha clássicos como "Jungle Boogie", hit do grupo Kool & The Gang, "Let's Stay Together", do cantor de soul Al Green, "Son of a Preacher Man", da inglesa Dusty Springfield, e (a minha preferida, diga-se de passagem) "Girl, You'll Be a Woman Soon", original de Neil Diamond, em um cover incrível da banda americana Urge Overkill.
A tracklist completa, você confere logo abaixo:
01. Misirlou - Dick Dale
02. Royale With Cheese - Samuel L. Jackson, John Travolta
03. Jungle Boogie - Kool & The Gang
04. Let's Stay Together - Al Green
05. Bustin' Surfboards - The Tornadoes
06. Lonesome Town - Rick Nelson
07. Son of a Preacher Man - Dusty Springfield
08. Zed's Dead, Baby (dialogue) - Centurian, Maria de Medeiros, Bruce Willis
09. You Never Can Tell - Chuck Berry
10. Girl, You'll Be a Woman Soon - Urge Overkill
11. If Love is a Red Dress (Hang Me in Rags) - Maria McKee
12. Bring Out the Gimp/Comanche - Peter Green
13. Flowers on the Wall - The Statler Brothers
14. Personality Goes a Long Way (dialogue) - Samuel L. Jackson, John Travolta
15. Surf Rider - The Lively Ones
16. Ezekiel 25:17 (dialogue) - Samuel L. Jackson

sábado, 18 de agosto de 2012

A Filosofia Sci-Fi

Por nos libertar da lógica e dos limites da realidade, ainda que baseando-se no que teoricamente somos capazes de fazer, a ficção científica é um excelente meio de reflexão filosófica. O estranho La Jetée (Chris Marker, 1962), um slide show em forma de filme, questiona a manipulação de tempo e memória e foi a base para Os 12 Macacos (Terry Gilliam, 1995)

Davos Hanich e Hélène Chatelain em La Jetée

Bruce Willis e Brad Pitt em Os 12 Macacos
Em 2001: Uma Odisseia no Espaço (1968), Stanley Kubrick explora nossas origens como espécie inteligente e nossa conexão com o universo; e em Laranja Mecânica (1971) nos questiona sobre o limite de violência que estamos preparados a aceitar da sociedade e do Estado.

HAL, o computador "em crise" da nave Discovery, de 2001: Uma Odisseia no Espaço
O experimental tratamento Ludovico, ao qual Alex (Malcolm McDowell) é submetido em Laranja Mecânica
Solaris (Andrei Tarkovski, 1972, com remake de Steve Soderbergh em 2002) é uma indagação existencial contínua a respeito de morte, perda e responsabilidade disfarçada de ficção científica.

O psicólogo Chris Kelvin enviado para investigar o estranho comportamento dos integrantes de uma estação espacial, vivido por George Clooney, no remake de 2002.
Mesmo filmes mais blockbusters como O dia em que a Terra parou (Robert Wise, 1951, remake de Scott Derrickson em 2008), Planeta dos Macacos (Franklin Schaffner, 1958, remake de Tim Burton em 2001) e Sunshine - Alerta Solar (Danny Boyle, 2007) contém reflexões sobre nosso destino como espécie e nossa responsabilidade diante da criação.

As vezes, as coisas saem um pouco do controle. O universo filosófico-religioso criado por George Lucas para sua saga Star Wars - com influências nas disciplinas do taoísmo, do budismo e do hinduísmo - é tão detalhado e convincente que, no censo de 2001 na Grã-Bretanha, "Jedi" como a quarta afiliação religiosa mais declarada.


Bom, sendo assim, que a força esteja com todos nós. Amém.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

11 Bons Filmes Sobre Fazer Filmes

O CREPÚSCULO DOS DEUSES, Billy Wilder (1950)


Um último olhar sobre a "Hollywood velha escola", que, em breve, não existiria mais. O roteirista azarado Joe Gillis (William Holden) é atraído pela atriz decadente Norma Desmond (Gloria Swanson) para seu mundo fantasioso, no qual ela sonha em fazer um triunfante retorno às telas.

OITO E MEIO, Federico Fellini (1963)


Na mente de um diretor em crise, vida, sonho e criação se misturam em um set espiritual. Guido Anselmi (Marcello Mastroianni) demonstra um certo esgotamento em seu estilo de vida e resolve se internar em uma estação de águas para buscar inspiração.
Muitas cenas foram retiradas da vida do próprio Fellini. Outras, foram concebidas através de seus sonhos.

A NOITE AMERICANA, François Truffaut (1973)



Expõe o set de filmagens como uma família neurótica e criativa. Ferrand (o próprio Truffaut) produz um filme chamado Je vous presente Pamela. Os imprevistos, atores com egos inflados, problemas de bastidores e as soluções improvisadas para concluir o projeto a tempo compõe o enredo dessa comédia dramática ítalo-francesa.

STARDUST MEMORIES, Woody Allen (1980)


Um "Woody cineasta de humor" reflete sobre sua obra e os impasses da meia idade. Sandy Bates (Allen) é criticado pelos fãs que preferem seus filmes mais antigos, enquanto tenta conciliar sua atração conflitante por duas mulheres diferentes.

O JOGADOR, Robert Altman (1992)


A alta e a baixa política de Hollywood dando forma a um filme. Produtor bem-sucedido sofre ameaças de morte enviadas por roteirista anônimo, enquanto observa a ascensão do estúdio concorrente.

ED WOOD, Tim Burton (1994)



Seu lema era: "Meu próximo filme será melhor." Produtor e diretor de filmes trash e de ficção científica, Wood (Johnny Depp) se envolve, na década de 50, com um grupo de atores desajustados.

VIVENDO NO ABANDONO, Tom DiCillo (1995)


A dura, cômica e poética vida dos cineastas independentes. Diretor de cinema tenta concluir as filmagens de seu longa e contornar os problemas com a falta de recursos financeiros, os ataques de estrelismo dos atores e as crises histéricas dos membros da produção.

BOOGIE NIGHTS, Paul Thomas Anderson (1997)



Filme pornô também é cinema! Eddie Adams (Mark Wahlberg), um lavador de pratos, transforma-se em Dirk Diggler, a estrela mais famosa do mundo pornô no final dos anos 70, graças ao diretor Jack Horner (Burt Reynolds). Mas a súbita fama pode ter seu preço.

A SOMBRA DO VAMPIRO, E. Elias Mehrige (2000)



John Malkovich e Willem Dafoe estrelam esse longa, uma possível visão do que teria acontecido no set de Nosferatu, de Murnau, em 1922.

DIRIGINDO NO ESCURO, Woody Allen (2002)


Quando os filmes se tornam esquemáticos, até um diretor cego é capaz de fazê-los. No passado, Val Waxman (Allen) teve bastante sucesso. Devido a sua personalidade, fora descartado do circuito de produtores de Hollywood. Quando surge a chance de fazer um novo filme, Waxman sofre um surto psicológico e perde temporariamente a visão. Para não descartar a grande oportunidade, ele pede ajuda a um tradutor de chinês para instruir-lhe no set de filmagens.

O ARTISTA, Michel Hazanavicius (2011)



O duro processo de aceitação de um ídolo do cinema mudo para o fato de que os filmes falados são a nova realidade do cinema. George Valentin (Jean Dujardin) é um ator em declínio e o responsável pela carreira, em ascensão, da atriz Peppy Miller (Bérénice Bejo), a nova queridinha dos cinema falado, do qual Valentin recusa-se a fazer parte.














terça-feira, 10 de julho de 2012

Na Estrada

Essencialmente sobre buscas interiores expressas na mudança de paisagem, um road movie é uma das hibridizações mais comuns e expressivas do cinema. Ele pode ser um drama (Easy Rider, La Strada, Paris, Texas, Thelma & Louise, Central do Brasil, Diários de Motocicleta, A história real, A banda, Na natureza selvagem), uma comédia (Antes só do que mal acompanhado, Os três amigos), um thriller (Encurralado, Intriga internacional), uma "dramédia" (Pequena Miss Sunshine, Sideways/Entre umas e outras, As confissões de Schimidt, As aventuras de Priscilla, Rainha do Deserto). Sendo voluntária ou não, a viagem é sempre uma expressão visual de uma profunda mudança interior dos protagonistas, a visualização mesma do arco da narrativa. Estranho numa terra estranha e em mutação, o protagonista se vê a sós com sua alma, suas questões e os outros, que encontra em situações despidas dos contornos do dia-a-dia e, por isso, levadas ao extremo.

Easy Rider, 1969, Dennis Hopper
Thelma & Louise, 1991, Ridley Scott
Diários de Motocicleta, 2004, Walter Salles
Na Natureza Selvagem, 2007, Sean Penn